ainda a macaca…

por el roquer 24 jan

Eu já tinha escutado “Ya Yo Sé”, do Chico Mann, há um tempo atrás quando a Fader disponibilizou o mp3 pra download no seu site. Mas a ficha só caiu ouvindo ela no set do Chico Dub, na Dancing Cheetah….virou trilha sonora pra tudo nos últimos dias…

Nostalgia de uma felicidade que não vivi!

Dancing Cheetah – el roquer Vs Lucas Santtana

por el roquer 19 jan

Como hoje rola a Dancing Cheetah, o chico (Dub), o dono da macaca,  fez a proposta de uma entrevista recíproca, e eu e o Lucas embarcamos na brincadeira e ainda escolhemos 5 vídeos que tem a ver com a festa…

el roquer entrevista Lucas Santtana

1) Se a gente pudesse ponderar sobre isso, o quanto da sua criação como músico/compositor interfere no que você toca como dj?

Por incrível que pareça eu sempre achei que eram coisas bem separadas, mas outro dia o Emilio Domingos me fez ver que todos os meus discos, fora o último, tiveram inspiração em festas que eu frequentava na época. E mesmo o Sem Nostalgia tem as faixas que são mashup e “I can’t live far from my music”, que é um dancehall meio cabeçudo.

2) Você acha que a satisfação de tocar pra uma pista, que está lá por conta do que você tá tocando, pode se aproximar da sensação de subir no palco e fazer um show?

Para mim é bem diferente porque tocar com uma banda é muito orgânico, é como jogar bola com amigos, discotecar é como jogar futebol no videogame, é também emocionante, mas diferente. E as pessoas que vão no meu show, querem ouvir as minhas músicas, na pista muitas vezes as pessoas nem sabem quem está discotecando, querem mesmo é dançar e azarar. Quando a pista está lá por indentificação com o som é muito foda. Tipo religião.

3) Qual seria a sua reação se o seu filho chegasse pra você e dissesse que quer ser dj…você expulsaria ele de casa?

hahahaha, porra, eu iria adorar! O bom de ser dj é que você sempre quer tocar uma música nova, e isso faz você garimpar sempre.

4) Ouvi dizer que existe um movimento forte pela volta do corte de cabelo original do David Cole…procede?

HAUSHAUSHAUSHAUSHAUS! Ele vai ler isso heim! David, gostamos da sua careca! hahahahaha

5) Você já pensou em fazer um disco remix do “Sem Nostalgia” com o Memê?

Não, pensei em fazer com o Confronto, vai encarar?

6) O que você tem ouvido na linha Cheetah?

113 & Magic System – Un gaou oran

Mc Roger – Dançamos Assim

Carmensita (Toy Selectah Raverton Refix) – Devendra Banhart

Poirier with Face-T at Cervantino (Live Festival Mexico)

The Anthem Remix (Defense) – Machel, Pitbull, Lil Jon


Lucas Santtana entrevista el roquer

1) Porque a alcunha de el roquer e como ela surgiu?

O nome, obviamente, é uma referência ao Augustus Pablo, mas também uma brincadeira com o estereótipo que as pessoas criam quando você fala que gosta de reggae. A coisa mais comum é me perguntarem se eu toco rock. E a reposta é sempre a mesma…rock não, Death Metal!

2) Conta, para quem ainda não sabe, um pouco da história do Confronto Sound System

O Confronto surgiu com dois objetivos bem definidos: diversão e arrumar uma maneira de viabilizar os sounds na rua. Eu me mudei para Brasília querendo tocar o que eu estava ouvindo naquele momento e por uma feliz coincidência tinha muita gente aqui se interessando pelas mesmas coisas. Na verdade, a duração do confronto como projeto pessoal foi somente uma festa, na seguinte já tinhamos 11 pessoas que de uma maneira ou de outra faziam parte do grupo! O tempo passou, muita coisa mudou, mas eu continuo tendo o prazer e o orgulho de tocar com o Ogro e com o Zula…Além de agradecer todos os dias pelo Fisch xaropar bem menos hoje!

3) Nas minhas discotecagens pelo Brasil afora sempre fiquei impresionado com as festas em Brasilia. Não só pela animação da galera mas também pela indentificação com o som, muitas vezes coisas novas ou desconhecidas, porque você acha que isso rola? Ou é viagem minha? hahahahaha

Tanta gente que toca em Brasília tem essa impressão, que eu começo a acreditar que isso realmente é verdade! Talvez seja o resultado da ausência de uma praia!

4) O que você tem baixado e ouvido?

Estava pensando sobre isso outro dia…se existe muita diferença nas coisas que eu escuto/toco agora, para as coisas do começo do Confronto. A conclusão que que eu cheguei, foi que não. O que sempre me interessou foram as misturas e isso continua sendo o grande referencial. Eu tenho uma total reverência pelo Reggae/Dub, posso dizer que esse é o meu ponto de partida, mas o caminho passa pelo kuduro, soca, dancehall, afro-beat, funk carioca ou qualquer outro tipo de música que possa se relacionar com essa origem.

5) Você não acha que, de uma maneira geral, as músicas avulsas baixadas em blogs hoje em dia são superiores as encontradas nos discos? Caso sua resposta seja sim, porque você acha que isso rola?

Não acho que isso seja uma característica específica da música, acho que tem a ver com a informação em geral. Cada vez mais é complicado para os meios tradicionais, engessados por toda a estrutura armada durante anos, conseguirem dar conta da velocidade e da diversidade do que está sendo criado. No que diz respeito a produção musical, existem blogs que tem o poder de realmente fazer com que determinados artistas ganhem projeção pelo simples aval creditado a sua música.

6) Mostra uns vídeos ae!

Malewa – The African Skank

Doctor – UK Funky Dancehall

Afrikan Boy – One Day I went toLidl

Toddla T – Shake it

Sergent Garcia – Acabar Mal

Pra começar 2010!

por el roquer 7 jan

cheetah_verao2010

Dia 19, na Casa da Matriz, no Rio, vou tirar a macaca pra dançar e colocar ela pra requebrar na Dancing Cheetah!

Por que você toca? (Chico Dub)

por el roquer 13 out

chico


Aproveitando que nessa quinta tem a Dancing Cheetah super especial (com o Poirier, Maga Bo, FletcherLucas Santtana), o “Por que você toca?” é com ele, o dono da macaca, Chico Dub. Antes, um pequeno parênteses: durante muito tempo o Chico foi a pessoa que tinha o som mais identificado com o meu, principalmente na época da Jamaica Hi-Fi. O lance era tão engraçado que a gente pensou até em fazer uma brincadeira de tocar com os cases trocados. Agora, nessa sua “nova” fase, ele deu uma guinada no som e entrou de cabeça no global guettotech. Nada de mais pra quem sempre foi ligado a diversos estilos, tenho certeza que os seus sets continuam a serviço dos bons sons! Então, com a palavra, ele, o cara da cumbia e dos sons terceiromundistas: Chico Dub!
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Rockers Hi-Fi – Transmission Central

Sempre gostei do lado mais eletrônico do dub. Me lembro que a gota d’água preu começar a comprar discos e equipamentos foi um DJ set do pessoal da Different Drummer (Inglaterra), gravado em 2004 prum site alemão. O DNA desse selo tem suas raízes no finado Rockers Hi-Fi, talvez a minha maior influência desse estilo de dub. Meu objetivo quando comecei a tocar era mesclar o dub e o reggae jamaicano com o UK dub (steppers) e essa linha eletrônica de dub puxada pela Diff Drum, G-Stone, Basic Channel, ON-U Sounds antiga e a fumaça de Bristol. Pensava nessa etapa final da tríade como o som perfeito para sessões de chill out e sets cabeçudos, sem muito a necessidade de pista.
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Iration Steppas Sound System – Sub Dub 1

Outro fato que marcou muito a minha vida foram minhas primeiras experiências num sound system, no caso o holandês King Shiloh. Era 2002 e numa das duas vezes que fui tive uma experiência extra-corporal muito foda. O sub grave mexe com você, não tem jeito. Meditate on bass weight. Esse vídeo do Iration Steppas me lembra um pouco do que vivi naqueles dois dias e por isso incluí ele aqui nesta seleção. Hoje felizmente no Brasa temos o Dubversão Sistema de Som, de São Paulo, representante mor desse estilo.
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Los Fabulosos Cadillacs – Matador

Ouvi heavy metal e punk rock californiano toda a minha adolescência. Ainda hoje curto Black Sabbath e stoner rock, coisas tipo Kyuss, Fu Manchu, Monster Magnet, Clutch. Depois mergulhei no universo da Jamaica e hoje venho me dedicando a pesquisas mais globais e periféricas. Sou muito cobrado por não continuar com meu blog de dub e por não tocar mais com frequencia as paradas jamaicanas. Mas, na boa, fiz coisa pra ca-ra-leo pra divulgar o dub no Brasil e me sinto com o dever cumprido. Quando hoje vejo a profusão de sites, blogs e DJs que vão além de Marley, Tosh e afins, fico felizão. Los Fabulosos marcou minha adolescência (sempre ouvi de tudo!) e sempre que toca na Cheetah é uma das mais empolgantes
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The Clash – This is Radio Clash

Fala sério, né? Que banda. Precisa falar mais?
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Carmensita (Toy Selectah Raverton Refix) – Devendra Banhart

Dentre tudo que tenho ouvido recentemente, o que mais tenho gostado de ouvir é cumbia. Acho que há um ano e meio mais ou menos ouço cumbia compulsivamente. É muito estranho um gênero tão popular na América Latina ser completamente desconhecido aqui no Brasa. Quero divulgar e tocar nas minhas festas os clássicos mas dar prioridade a nova geração de gente como El Remolón, Fauna, Sonido del Principe, Uproot Andy e Toy Selectah, esse último um dos pioneiros da globalização do estilo. Essa versão de Carmensita é irresistível; uma das melhores novas cumbias que você pode ouvir hoje.