por que você toca? (nego moçambique)

por el roquer 27 out

Aproveitando que ele toca aqui em Brasíla na quinta, o “Por que você toca?” desta vez é com o highlander do funk, Nego Moçambique. Ele acaba de voltar de um rolé na grande maçã e mandou essa fota estaile com a Zuzuka Poderosa e o dj (e dançarino do Major Lazer nas horas vagas), Skerrit Bwoy.

Com a palavra o próprio…

festinha dancehall 9

Bom, vamos queimar o filme então…

TRIO – DA DA DA – Esse foi o primeiro disco que comprei na vida, com meu próprio dinheiro. Era um compacto, comprei nos Supermercados Panelão, essa rede não existe mais em Brasília.

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BOMB THE BASS – BEAT DIS – Bom, com isso aqui eu pirava mega. Até hoje, um trabalho muito bem feito…

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CHAKA KHAN – I FEEL FOR YOU – Depois veio esse som. Mais tarde eu descobri que a música era do Prince…

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SHABBA RANKS – TING-A-LING – O primeiro dancehall que me deixou de queixo caido, era hiper comercial. Eu não sabia nem como se chamava na epoca esse tipo de música. Mas eu fiquei besta com a base da música. Queria entender como faziam.

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FELA KUTI – Agora, isso aqui mudou completamente minha vida!

Bom, mas parando assim pra lembrar, tem muita, muita coisa que me deu vontade de tocar. Se eu falar Prince e Michael Jackson, Afrika Bambaata… vou cair no lugar comum, mas, eram as músicas que eu escutava na rádio, nas compilações da Radio Manchete… eu escutava todo tipo de música mas, quando vi a primeira bateria eletrônica na vida (DR5-BOSS) eu me toquei que existia um mundo de instrumentos que tocavam sozinhos (já diria o Kraftwerk, que eu não conhecia) e que talvez, fosse com essas caixinhas, que esses caras todos teriam feito aquelas músicas.

Por que você toca? (Chico Dub)

por el roquer 13 out

chico


Aproveitando que nessa quinta tem a Dancing Cheetah super especial (com o Poirier, Maga Bo, FletcherLucas Santtana), o “Por que você toca?” é com ele, o dono da macaca, Chico Dub. Antes, um pequeno parênteses: durante muito tempo o Chico foi a pessoa que tinha o som mais identificado com o meu, principalmente na época da Jamaica Hi-Fi. O lance era tão engraçado que a gente pensou até em fazer uma brincadeira de tocar com os cases trocados. Agora, nessa sua “nova” fase, ele deu uma guinada no som e entrou de cabeça no global guettotech. Nada de mais pra quem sempre foi ligado a diversos estilos, tenho certeza que os seus sets continuam a serviço dos bons sons! Então, com a palavra, ele, o cara da cumbia e dos sons terceiromundistas: Chico Dub!
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Rockers Hi-Fi – Transmission Central

Sempre gostei do lado mais eletrônico do dub. Me lembro que a gota d’água preu começar a comprar discos e equipamentos foi um DJ set do pessoal da Different Drummer (Inglaterra), gravado em 2004 prum site alemão. O DNA desse selo tem suas raízes no finado Rockers Hi-Fi, talvez a minha maior influência desse estilo de dub. Meu objetivo quando comecei a tocar era mesclar o dub e o reggae jamaicano com o UK dub (steppers) e essa linha eletrônica de dub puxada pela Diff Drum, G-Stone, Basic Channel, ON-U Sounds antiga e a fumaça de Bristol. Pensava nessa etapa final da tríade como o som perfeito para sessões de chill out e sets cabeçudos, sem muito a necessidade de pista.
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Iration Steppas Sound System – Sub Dub 1

Outro fato que marcou muito a minha vida foram minhas primeiras experiências num sound system, no caso o holandês King Shiloh. Era 2002 e numa das duas vezes que fui tive uma experiência extra-corporal muito foda. O sub grave mexe com você, não tem jeito. Meditate on bass weight. Esse vídeo do Iration Steppas me lembra um pouco do que vivi naqueles dois dias e por isso incluí ele aqui nesta seleção. Hoje felizmente no Brasa temos o Dubversão Sistema de Som, de São Paulo, representante mor desse estilo.
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Los Fabulosos Cadillacs – Matador

Ouvi heavy metal e punk rock californiano toda a minha adolescência. Ainda hoje curto Black Sabbath e stoner rock, coisas tipo Kyuss, Fu Manchu, Monster Magnet, Clutch. Depois mergulhei no universo da Jamaica e hoje venho me dedicando a pesquisas mais globais e periféricas. Sou muito cobrado por não continuar com meu blog de dub e por não tocar mais com frequencia as paradas jamaicanas. Mas, na boa, fiz coisa pra ca-ra-leo pra divulgar o dub no Brasil e me sinto com o dever cumprido. Quando hoje vejo a profusão de sites, blogs e DJs que vão além de Marley, Tosh e afins, fico felizão. Los Fabulosos marcou minha adolescência (sempre ouvi de tudo!) e sempre que toca na Cheetah é uma das mais empolgantes
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The Clash – This is Radio Clash

Fala sério, né? Que banda. Precisa falar mais?
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Carmensita (Toy Selectah Raverton Refix) – Devendra Banhart

Dentre tudo que tenho ouvido recentemente, o que mais tenho gostado de ouvir é cumbia. Acho que há um ano e meio mais ou menos ouço cumbia compulsivamente. É muito estranho um gênero tão popular na América Latina ser completamente desconhecido aqui no Brasa. Quero divulgar e tocar nas minhas festas os clássicos mas dar prioridade a nova geração de gente como El Remolón, Fauna, Sonido del Principe, Uproot Andy e Toy Selectah, esse último um dos pioneiros da globalização do estilo. Essa versão de Carmensita é irresistível; uma das melhores novas cumbias que você pode ouvir hoje.

por que você toca? (lucas santtana)

por el roquer 10 set

Mais uma edição do “Por que você toca?”. Desta vez o convidado é o super brodi Lucas Santtana, que lançou há pouco tempo o muito bem falado disco, “Sem Nostalgia“. O que umas poucas pessoas não sabem é que o Lucas, além de músico, cantor, compositor, modelo e manequim, é também um BS (botador de som, assim como eu!) de primeira. Seja sozinho ou acompanhado do figuraça David Cole, no Sensorial Sistema de Som, a discotecagem dele é sempre garantia de bons sons na pista!

Aqui ele, sem nostalgia, mostra, além do que o influenciou no passado, as coisas que tem feito a sua cabeça no presente.

Com a palavra Lucas Santtana…

lucas_santtana_djei2

Sinceramente não lembro quem foi que me fez ir para trás das pick-ups tirar uma onda de Dj. Mas assim como E.T me fez ter fascínio pela magia do cinema, Michael Jackson e a música “beat it” me educaram quanto ao poder de uma boa batida numa caixa de som. Em salvador era um tremendo frisson quando tocava nas festinhas da escola.

Michael Jackson – Beat It



Esse dj, Uproot Andy, não sai do meu repeat. As suas produções utilizando músicas da américa do sul como base são du caralho e tem feito minha cabeca. Tenho discotecado sempre suas musicas e em qualquer lugar a pista ferve. Guettotech na veia!!!

DJ Uproot Andy



Outro cara que tenho chapado com quase tudo que ele produz é o ghislian poirier. As bases são bem colhudas, o cara atocha sem medo nas distorcoes e ainda por cima eh um dj que assimila as producoes feitas na africa e paises do terceiro mundo. Afinal de contas o canada tambem eh periferia, ou nao eh? hahahaha

Poirier – Wha-La-La-Leng feat. Face-T



Pirei com o show do Daedelus aqui no rio e principalmente com o monome, essa maquininha que ele pilota. Acabei comprando uma e to estudando. Nao tem manual e na real eh um codigo aberto para qualquer plataforma midi de som ou imagem.

Daedelus



Não sou muito fã de turntablism, admiro mas me cansa o exibicionismo. Gosto mesmo é de ver a rapaziada se acabando de rebolar na pista. Mas ao mesmo tempo adoro mashup e o Dj Yoda é um mestre em mashupiar música e imagem. Esse video é uma mixtape que ele fez para bbc homenageando M.J

DJ Yoda Tribute To Michael Jackson Mini Mix

Por que você Toca? (DJ Weirdo)

por el roquer 27 ago

A idéia do “Por que você toca?” é perguntar para quem toca, que sons foram definitivos para começar a brincar com as pick-ups.

O convidado dessa vez é o Dj Weirdo. Com a palavra o próprio:

Realmente a gente pode se perder com essa idéia de desenterrar onde tudo começou. Pra mim, a idéia de tocar acabou surgindo depois de já comprar alguns discos por puro esporte. Lembro que a primeira gig foi meio perdida, misturando desde trip hop até chegar à house music. Mas as origens foram, definitivamente, inspiradas pelo som da década de 80. New Order é essencial, até mesmo na escolha do nome de DJ. “Weirdo” é uma das melhores músicas da banda. Como essa não tem clipe, vai uma manjada, porém clássica e imortal:

New Order – Blue Monday

Na virada para os anos noventa, o som mudava e acabava me levando pros lados de uma música mais quebrada. Imagine uma mistura de breakbeat com batidas aceleradas de hip hop e reggae. Nascia o hardcore breakbeat, o precursor do jungle. A delícia desse som era a liberdade de fazer o que eu chamo de “bolo doido” de estilos e ainda sair algo sensacional e, naquele tempo, totalmente radical e inovador.

SL2 – On a Ragga Tip

Partindo pra “baixaria”, a música que nunca falta em meus sets é o hino do jungle, traz toda a influência da música negra, descarada e declarada. Perfeita pra quem gosta de sair de casa – como eu – pra dançar. Nem a má qualidade do vídeo faz perder a poesia do refrão: “Bad boys inna Jericho/Rude boys inna Kingston”. Definitiva.

UK Apache & Shy FX – Original Nuttah


por que você toca?

por el roquer 13 ago

“Por que você toca?” pretende ser um post constante do blog do confronto. A idéia é perguntar para quem toca, que sons foram definitivos para formação do seu gosto musical. E a brincadeira começa logo por mim.

Eu, prá responder essa questão, fui fundo na memória e busquei um dos primeiros reggaes que me fizeram perceber a importância da pequena ilha caribenha no cenário mundial da música, o hino “Solidarity”, do Black Uruhu. O culpado por me fazer acordar para o reggae (e para vários outros estilos) foi o Sr. Maurício Valladares, o MalVal, que com o seu programa na Rádio Fluminense trazia sempre uma tresloucada mistura de sons. É engraçado lembrar da sensação de estranheza que o som de teclado do começo me causou quando eu escutei pela primeira vez essa música…pensar que de cara não dava pra sacar que era um reggae, ainda mais numa época que todo mundo era punk e “teclados” quase sempre representavam um totem do inimigo comum: o rock progressivo!

Tempos depois, vendo a capa do disco (e mais tarde o vídeoclipe), com os integrantes (Michael Rose, Puma Jones, Derrick “Duckie” Simpson, mais os ídolos Sly and Robbie, a cozinha número um do reggae) num look pseudo-punk-futurista (num recado direto pra neguinho que acha que musica jamaicana é sinônimo de visual roots), ficou mais fácil de entender a importância daquele lp (Anthem, 1983) e o que ele significava no processo de eletronificação do reggae! “What’s the matter, people?”

black uhuru